Gosto muito da palavra babaca.
Só ela traduz "con" (buceta, sorry, mas tive que escrever), em francês, e "asshole" (buraco da bunda) em inglês.
Procurei a origem etimológica.
Elas são tantas e muito variadas. A maioria com sentido sexual.
Não é estranho que esses insultos se situem na região do corpo abaixo da cintura?
Seja como for: é preciso ser sempre um pouco babaca.
Não muito, não completamente, como o meu vizinho que não gosta de árvores.
Mas um pouco, porque senão a gente passa ao lado de muitos prazeres.
É a falta de babaquice que leva a dizer, fazendo cara intelectual (minha comadre Olgária Mattos tem uma ótima receita para cara de intelectual): "adorei" aquele filme cabeça chato prá xuxu.
Outro dia ouvi de uma pessoa: "Fui ver três vezes Bacurau."
Please! Três vezes? Bacurau a gente vai ver, legal, até logo, obrigado, e a sogra, melhorou?
Não que eu não tenha gostado de Bacurau.
O não-babaca acha que Caetano Veloso é igual a Beethoven e Camões.
O não-babaca tem olhar de desprezo quando ouve música sertaneja.
Assim, faço uma campanha para que cada um se torne um pouco babaca.
Mas não muito, não totalmente, senão, você vira Bolsonaro.
A babaquice é como um temperinho na vida. Demais, estraga. Nenhum, fica sem graça.
Tudo isso para dizer que eu vi um filme que nenhum não-babaca viria, quanto menos gostaria.
The Los Angeles Times said the dialogue "seems awfully childish even for teenagers". (Wikipedia).
Só ela traduz "con" (buceta, sorry, mas tive que escrever), em francês, e "asshole" (buraco da bunda) em inglês.
Procurei a origem etimológica.
Elas são tantas e muito variadas. A maioria com sentido sexual.
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Paulo Rossi Osir - Nu |
Seja como for: é preciso ser sempre um pouco babaca.
Não muito, não completamente, como o meu vizinho que não gosta de árvores.
Mas um pouco, porque senão a gente passa ao lado de muitos prazeres.
É a falta de babaquice que leva a dizer, fazendo cara intelectual (minha comadre Olgária Mattos tem uma ótima receita para cara de intelectual): "adorei" aquele filme cabeça chato prá xuxu.
Outro dia ouvi de uma pessoa: "Fui ver três vezes Bacurau."
Please! Três vezes? Bacurau a gente vai ver, legal, até logo, obrigado, e a sogra, melhorou?
Não que eu não tenha gostado de Bacurau.
O não-babaca acha que Caetano Veloso é igual a Beethoven e Camões.
O não-babaca tem olhar de desprezo quando ouve música sertaneja.
Assim, faço uma campanha para que cada um se torne um pouco babaca.
Mas não muito, não totalmente, senão, você vira Bolsonaro.
A babaquice é como um temperinho na vida. Demais, estraga. Nenhum, fica sem graça.
Tudo isso para dizer que eu vi um filme que nenhum não-babaca viria, quanto menos gostaria.
1965, o diretor foi um especialistas de séries de televisão, Alan Rafkin.
Montanha, e neve. O filme se chama Ski Party. No Brasil, Festa no gelo.
Inspirado em Quanto mais quente melhor. Virou um quanto mais frio melhor. Com um cantor que era ídolo juvenil: Frankie Avalon.
Rapazes atrás de garotas, nada politicamente correto. Garotas atrás de rapazes, nada politicamente correto.
Dubiedade sexual, em meninos vestidos de meninas. Piadas meta-shit, quer dizer, meta-filme. "Qual é a idade média do nosso público? 15 anos? então eu tenho que sair pela janela."
Como é lindo ter um intelectual babaca. Muita intelectualidade, erudição as vezes cansa..... KKKK!!!! Tem que jogar pra fora. Falar babaquices mesmuuuuu...... KKKK!!!!! Adorei!!!!! Na atual situação como é ótimo ver, ouvir e falar besteiras. É demais!!!! Viva a babaquice, mas muito cuidado nessa hora pra não virar Bolsonaraquice!!!!
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